GOL – Linhas Aéreas Inteligentes. Será?

Data 28/05/2007 22:49:13 | Tópico: Eventos

Slogan bonitinho, porém não tão inteligente é a forma com que a Companhia Aérea GOL tem tratado os ciclistas que precisam embarcar sua bike nos vôos da Cia. De forma arbitrária esta insiste em cobrar e cobra efetivamente uma taxa de bagagem extra no valor de R$ 100,00 para o embarque da bicicleta.

Se você pretende viajar pelo Brasil afora e decidiu fazer uma opção de turismo inteligente, preocupado com o aquecimento global, gerar seus créditos de carbono e manter sua saúde e forma física em dia, porque não levar a bike? Chegar em um paraíso tropical munido da magrela é sem dúvida um programa turístico pra lá de sustentável e inteligente, não é a toa que o cicloturismo tende a crescer mundialmente. Mas se for viajar de GOL reveja seus custos e sempre opte por uma Companhia Aérea amiga do ciclista.

Para viagem a bike pode ser acondicionada em uma bolsa especial, a chamada “mala-bike” ou mesmo desmontada e embalada em uma caixa de papelão comum, de forma que seu volume e peso são semelhantes ao de uma mala convencional. Muitas empresas de transporte rodoviário não cobram nada pelo traslado da magrela ou quando o fazem a tarifa é em torno de R$ 5,00 por bike, mesmo que esta esteja montada.

Em relação ao transporte aéreo as contas ficam mais salgadas. A TAM não obriga o desmonte da bike para transporte e comumente não cobra tarifa, quando o faz baseia-se no excesso de peso ou no de transporte de itens especiais como as pranchas de surfe. Já a GOL cobra uma tarifa aviltante de R$ 100,00. A taxa já foi de R$ 25,00, passou pra R$ 50,00 e agora está em R$ 100,00. É um lucro nada desprezível para uma Companhia que faz promoção com tarifas de até R$ 50,00 o trecho.

Infelizmente a lei não garante o direito de transportar a bicicleta dentro da franquia de bagagem e a legislação cita o limite de 23kg e faz referência apenas a animais vivos. Uma bicicleta embalada pesa muito menos que isso, e até hoje nunca vi uma com vida própria, apesar disto o site da GOL, diz que a franquia de bagagem não pode ser utilizada para bicicletas ou pranchas de surf e acreditem até as varas de pescar.

O ciclista Flávio Krecke, vice-presidente da ONG Rodas da Paz, optou por abrir mão de um sonho, em protesto à cobrança da GOL. Krecke voaria de Brasília à Curitiba para participar do Audax 400 (Prova de Ciclismo de longa duração), revoltado com a cobrança arbitrária e extorsiva da taxa de R$ 100,00 GOL, acabou por boicotar a companhia e desistir da viajem na hora do embarque.

Agora veja que atitude inteligente poderia ser tomada não só pela GOL, mas por todas as Companhias Aéreas. Não cobrar e ainda oferecer um desconto para o transporte de bicicletas e ainda obter lucro, como? Através do incentivo ao cicloturismo. Segundo o Protocolo de Kyoto empresas que poluem o meio ambiente deverão em breve zerar suas emissões de carbono na atmosfera compensando o investimento em projetos limpos.

Quando o ciclista utiliza a bike como transporte ativo ou turismo está reduzindo a emissão de carbono e conseqüentemente gerando créditos de carbono, porque não vendê-los as Cias Aéreas? Parece loucura, mas o número de projetos que buscam a “neutralização” cresce a um ritmo assustador no mundo todo e quem sabe uma empresa Aérea realmente inteligente venha se interessar por esta idéia.

Fui...

Ciclar...

Rogerban!




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